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18 de jun. de 2012

Pelé

Disponível para download em pdf uma miniedição, espécie de número zero, de uma nova revista americana sobre futebol (como diria o Gois, soccer é o ...). 
A edição brinde da Howler, que será lançada valendo no fim de junho em um esquema crowdfunding é toda sobre o clássico Brasil x Argentina.
Muita coisa pra americano ver, mas imagens bonitas, uma divertida descrição de cena de faroeste com Pelé e Maradona e  vídeos que rodam no pdf com cenas das Copas de 82/90 e o quarto gol da Seleção na final de 70.
Sobre o lance, o jornalista Graham Parker escreve, em um texto sobre a busca do novo Maradona e do novo Pelé (tradução nossa):
Meu momento Pelé favorito não é uma bicicleta, um chute do meio–campo e nem mesmo a celebrada finta no goleiro uruguaio na Copa de 70. É um momento da mesma Copa, parte de um momento maior que é celebrado por si – o quarto gol brasileiro na final contra a Itália.
Com o jogo transformado em um desfile e os brasileiros relaxados, jogando por música, uma linda jogada coletiva termina com Carlos Alberto mandando a bola para o gol com uma chicotada enfática. A aparentemente modesta contribuição de Pelé é o passe final – recebendo a bola na entrada da área, e girando em um movimento lânguido, voltando o corpo para a direita e despretensiosamente tocando a bola de lado para o chute final do jogador que chegava – e então caminhando um ou dois passos após o passe como se para ver melhor o resultado.
Esses poucos passos de Pelé me pegam toda vez.
De qualquer ângulo que o gol é mostrado, a câmera se afasta dele nesse momento, em busca da bola – mas Pelé passeia, porque sabe aonde ela está indo. Por alguma razão, esse movimento sempre me traz à cabeça um curador organizando uma coleção de renome, sabendo que determinada peça irá aparecer perfeita, exatamente naquele lugar, e então se inclinando um pouco para confirmar o que já era visível.
Com tais momentos de gênio, o “próximo Pelé” terá que ser não só um mestre do futebol, mas mudar o modo como vemos o jogo.